Flexibilidade e feedback ao avaliar o PORTFÓLIO  do educando podem proporcionar aprendizagem significativa e re-definições de conceitos e práticas. No entanto, ao adotar a avaliação formativa como opção metodológica, docentes precisam ter em mente o nível de ajuste necessário ao proposto pela disciplina bem como ao nível que os alunos se encontram para a feitura de atividades. Os motivos que levam o público até cursos em EAD são variados e não necessariamente há domínio tecnológico da parte dos mesmos. A quantidade de alunos atendidos deve ser levada em consideração quando se pretende avaliar, num elevado grau de subjetividade, pois o portfólio, como vimos aqui permite o diálogo do aluno com a construção do seu conhecimento e para o professor adentrar neste diálogo requer sensibilidade. Caso contrário, o instrumento pode ser contemporâneo, mas a análise, tradicional. Daí, será um pega na mentira... tal como Pinóquio.

Para avaliar  portfólios, o docente precisa estar muito atento ao grupo, verificando qualidades de interações, contribuições, mediando, direcionando. Esse olhar atento também deve ser verificado no momento da disponibilização de atividades pela própria característica da EAD. Se a linguagem não for nítida, objetiva, o instrumento de avaliação pode não atender ao requerido pelo docente e à necessidade do educando.

O feedback, no entanto é que trará tanto para professor quanto para aluno fios condutores e ajustes para que o conhecimento seja processado em seu mais alto grau.

Ao final de atividades ou mesmo de disciplinas, o PORTFÓLIO deve ser retomado e um diálogo entre docentes e  discentes, analítico, profundo, pode além de possibilitar maior intensidade de pesquisa, uma retroalimentação de conteúdos.

 

COMO AVALIAR A PARTIR DE PORTFÓLIOS

 

Características de um Modelo de Suporte à Avaliação Formativa

O PORTFÓLIO É UM INSTRUMENTO PRINCIPALMENTE DE AUTO-AVALIAÇÃO

O processo de auto-avaliação possui características que propiciam o desenvolvimento da independência do aluo em relação ao professor/tutor, sua pró-atividade e a responsabilidade pela sua aprendizagem. Deve ser bastante utilizada em EAD, pois é ideal num sistema de auto-aprendizagem, principalmente se considerada em uma concepção construtivista, em que o erro possui um significado distinto da forma como tem sido visto tradicionalmente, passando a ser o ponto de partida para o conhecimento e não o ponto de chegada. 

Na busca de procedimentos alternativos de avaliação em EAD, enfatizando a auto-avaliação, dentro de uma concepção de ensino que busca desenvolver responsabilidade, autonomia e a reflexão critica do aluno, sugere-se a utilização da ferramenta denominada processofólio. Entende-se que o objetivo desse instrumento é, através do registro de erros e correções, propiciar a auto-avaliação pelo aluno, numa perspectiva de reconstrução de conhecimento.

 

O processofólio permite ao professor identificar a seqüência das tentativas na busca das respostas aos questionamentos propostos, a reorientação da aprendizagem.  Cabe ressaltar que o uso do processofólio deve considerar o envolvimento dos alunos e a disponibilidade do professor/tutor em acompanhar o processo de aprendizagem de cada aluno, proporcionado a realimentação necessária.

http://www.abed.org.br/congresso2004/por/pdf/091-TC-C3.pdf

 

REFLEXÕES SOBRE OS MODELOS DE AVALIAÇÃO

 

 

A avaliação formativa está no centro da ação de formação. Segundo Perrenoud (1999), a avaliação formativa possui como objetivo auxiliar o educando no desenvolvimento. Afirma também, que talvez seja mais razoável colocar como princípio que a avaliação formativa dá informações que serão propriedade do professor e seus alunos. Cabe-lhes a eles decidir o que querem transmitir aos pais e à administração escolar. Se esta quiser ter uma idéia precisa do que os alunos sabem e da eficácia dos professores, tem de encontrar os seus próprios instrumentos necessários, não inviabilizando uma avaliação formativa que deve permanecer, de qualquer maneira, um assunto entre o professor e os seus alunos, para que o contrato de confiança não seja quebrado (PERRENOUD, 1992, p.165).

 

A avaliação formativa é a modalidade avaliativa que acompanha permanentemente o processo de ensino-aprendizagem, sendo fundamental para a qualidade do mesmo. Embora a avaliação somativa sirva para a classificação não se esgota nela, nem deve confundir-se com a mesma. Assim como as demais formas de avaliação, a somativa pode e deve assumir expressão qualitativa e quantitativa. Isso porque, segundo Hadji (2000), a avaliação também possui função informativa e reguladora tanto para discentes quanto docentes. No entanto, o mesmo autor sugere que ao optar pela avaliação formativa há a necessidade de flexibilização por parte do professor, para ajustes no decorrer do processo.

 

No caso da EAD, com seu dinamismo peculiar, a avaliação formativa faz-se necessária, já que permite análise processual e não apenas mensuração. Um processo de avaliação fundamentado num paradigma construtivista:

“... se situa e desenvolve a partir de preocupações,

proposições ou controvérsias em relação ao objeto de

avaliação seja ele um programa, projeto, curso ou outro

foco de atenção (...) sugere que os resultados de qualquer

estudo ou avaliação se explicam pela interação entre

observador e observado metodologicamente, (...) rejeita a

abordagem de controle manipulativo experimental (...) e o

substitui por um processo hermenêutico dialético, o qual

aproveita ao máximo, a interação observador/observado

para criar construções, o melhor possível, em determinada

situação e no tempo apropriado”. (PENNA FIRME, 1994

p.8)

 

 

 

 

A AVALIAÇÃO QUE QUEREMOS!

 

O texto abaixo é um recorte de um dos capítulos do artigo A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. O DIÁLOGO ENTRE AVALIAÇÃO SOMATIVA E FORMATIVA.  Sobre a avaliação da aprendizagem dos alunos do Curso de Pedagogia a Distância da UERJ.

 

As modalidades de avaliação mais conhecidas são a avaliação formativa e a

avaliação somativa. Estes termos apareceram inicialmente aplicados ao

contexto da avaliação curricular com Scriven (1967).

 

Para Afonso (2000), há dois propósitos

distintos da avaliação escolar: alguns se referem aos objetivos da

administração escolar; outros, às metas educativas e pedagógicas. Os

primeiros estão fundamentados na avaliação somativa e por normas; os

segundos, na avaliação formativa, por critérios e diagnóstica.

 

A avaliação formativa é a modalidade avaliativa que acompanha

permanentemente o processo de ensino-aprendizagem, sendo fundamental

para a qualidade do mesmo. O feed-back que é fornecido ao aluno contribui para o melhoramento da

sua motivação e auto-estima.

 

Opor avaliação formativa e somativa, valorizando a primeira e censurando a

segunda, não tem sentido pedagógico, pois ambas podem e devem ser

formadoras.

 

 

 

Mais um modelo...

O PORTFÓLIO DO AVA UNOPAR

 

 

 

Em seu interior, recebe avaliações presenciais e trabalhos finais das várias disciplinas.

 

 

 

Por se tratar de uma ferramenta destinada a momentos finais das disciplinas. Um vez postadas, as atividades e avaliações não mais retornam aos estudantes para re-verificações.

 

Fiquemos por aqui com estes dois modelos.

 

Qual achou mais interessante. Por quê?

 

 Até a próxima!!

No artigo Avaliação formativa em ambientes de EaD, de Joice Lee Otsuka, Heloísa Vieira da Rocha, onde o ambiente Teleduc é analisado, as autoras colocam que:

 

“Uma atenção especial deve ser dada à ferramenta de comunicação Portfólio, que é uma área onde um aprendiz ou grupo de aprendizes pode organizar suas informações, a fim de comunicar ao grupo e/ou ao formador o resultado de seutrabalho e receber comentários e sugestões. No Portfólio o aprendiz/grupo pode armazenar qualquer tipo de arquivo e selecionar um dos três tipos de compartilhamento: o totalmente compartilhado possibilita que todos os participantes do curso possam ter acesso e comentar seu trabalho; o modo compartilhado com formadores permite o acesso somente ao grupo de formadores do curso; e o não compartilhado não permite acesso a outras pessoas ou aos não componentes de um grupo (no caso de portfólios de grupos). Esta última opção é usada quando o aprendiz ou grupo ainda não conseguiu o resultado final, isto é, trata-se ainda de um trabalho em andamento que apenas está usando o espaço para armazenamento durante sua fase de construção.”

 

 

EXEMPLO DE PORTFÓLIOS EM AVA´S

Após lermos um pouco sobre portfólios e consultado links disponibilizados vamos ver num ambiente virtual de aprendizagem (AVA) como o portfólio tem sido utilizado?

PORTFÓLIO TELEDUC

O 1º exemplo refere-se ao Curso Normal Superior, da Universidade Salvador (UNIFACS), a partir da plataforma TELEDUC, que é desenvolvida pelo NIED/UNICAMP. Neste caso, trata-se da disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica, constante do Fluxo 1 (Unidade temporal utilizada na instituição para cursos em EAD). A 1ª tela mostra a relação de portfólios de uma dada turma:

 

 

Após, temos o portfólio de uma aluna, com dois itens, na verdade referentes a duas atividades reflexivas: um memorial e um texto reflexivo. Este está acessível apenas para aluno e formador.

 

 

Este espaço é um local de diálogo entre aluno e formador. Ao disponibilizar suas reflexões, o formador, além de perceber o nível de desenvolvimento e compreensão dos conteúdos, pode solicitar esclarecimentos e acompanhar a produção do educando. Já para o estudante, o PORTFÓLIO é uma pasta de verificação, que garante a auto-avaliação. No caso do Curso em questão, os Fluxos caminham e o aluno possui acesso até à conclusão, o que possibilita idas e vindas no processo de auto-aprendizagem.

 

ALGUMAS INDICAÇÕES...

 

... e sobre o que tratam. Vale a pena baixar para conhecer um pouco do que tem sido produzido sobre Avaliação na EAD:

 

·          A Avaliação em EAD: o caso da aprendizagem

Discorre sobre EAD, avaliação, apresentando o portfólio como instrumento avaliativo inovador.

 

·          Metodologia de Avaliação Adaptativa de Competências no Contexto da Educação Profissional a Distância

Coloca o portfólio, dentre outras ferramentas, como auxiliares ao Tutor no processo de avaliação.

 

·          Midas-Poeta - Um Sistema de Apoio à Tomada de Decisão Pedagógica para o Ambiente Portfolio-Tutor

 

Deste último, acrescento parte do Resumo:

 

Na EAD, o acompanhamento do aprendizado é dificultado pela falta de contato corpo a corpo entre professores e alunos e pela falta de clareza de uma prática pedagógica de acompanhamento. Assim, em EAD, é necessário que novos modelos ou estratégias que representem o status de aprendizagem do estudante remoto sejam elaborados.

 

AVALIAR É DIFÍCIL... COMO VOCÊ VÊ A AVALIAÇÃO?

 

Avaliar não é tarefa fácil, exatamente por seu alto nível de subjetividade. O que para o docente pode parecer fracasso, se não forem analisadas as nuances do processo de aprendizagem, para o estudante pode ser um avanço ao se auto-analisar, conhecendo suas limitações.

 

(ADÃO - Folhinha, 11/01/2003)

 
Bom para os docentes bom para para os discentes

Já abordamos aqui, ainda que sucintamente a que se destina o portfólio e deixamos no ar como este recurso possa ser utilizado para fins de avaliação em EAD. Gardner (1995), o define como um local para colecionar todos os passos percorridos pelo aluno ao longo da trajetória de sua aprendizagem.

Nelly Moullin, em seu artigo Utilização do Portfolio na Avaliação do Ensino a Distância afirma a credita a importância do seu uso “para fins de individualização do ensino; para promover a avaliação continuada; para auxiliar a auto-avaliação; para apoiar o professor nas decisões relativas à avaliação do desenvolvimento e da aprendizagem do aluno.”

Neste sentido, o portfólio possibilita ao docente um acompanhamento individual e atualizado do aluno, permitindo visualizar graus de compreensão e /ou dificuldades. No entanto, para o estudante, esta ferramenta também pode ser tratada como um termômetro de aprendizagem, bem como um instrumento de estudos e prognósticos.

No artigo consta uma descrição de uma experiência do uso do portfólio na disciplina "Avaliação e Educação a Distância", com duração de 30 horas, do curso de especialização em avaliação educacional, promovido através de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro ‚ UFRJ - e Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, no Rio de Janeiro, entre março e dezembro de 2000. A partir de disponibilização de material explicativo acerca do que seria um portfólio e como elaborá-lo, alunos tiveram oportunidade de experienciar e relatar vivências referentes ao uso deste recurso.

Em se tratando de EAD mediada por computador, a elaboração de um portfólio pode ser facilitada pelo armazenamento de dados. No entanto, a autora coloca que para efeito de avaliação, discentes devem ser esclarecidos quanto aos critérios avaliativos e uma experiência deve ser realizada para verificação do entendimento de tal ferramenta recentemente introduzida na Educação a Distância.

Veja abaixo a INTRODUÇÃO do Artigo:

Acreditamos que as vozes dos especialistas em avaliação que apregoam a quebra dos velhos paradigmas já estejam sendo ouvidas e compreendidas. A avaliação da aprendizagem está vivendo uma nova era, em que poucos são aqueles docentes que ainda ignoram as características de uma avaliação da aprendizagem democrática, justa, qualitativa e significante. Outros, também muito poucos, além de conhecer os novos paradigmas, já estão à procura de novas formas, de novas técnicas e novos instrumentos que permitam colocar a teoria em prática. Este trabalho versa sobre o portfólio, uma técnica que acreditamos constituir um caminho adequado para a avaliação continuada, de grande utilidade na avaliação qualitativa e especialmente na avaliação do ensino à distância.

 

 

O QUE É UM PORTFÓLIO? COM QUE OBJETIVO ESTE TERMO É UTILIZADO?

 

Veja abaixo um breve comentário, disponível no site:

"Portfolio, portifólio e portfólio… qual a grafia correta? 03 de julho de 2005, 0:00 Pouca gente tem firmeza na hora de escrever esta palavra tão usada em agências. É com i ou sem i? Tem acento? Nem o Word sabe. Veja a origem do termo e considere usar porta-fólio. Por Luiz Gonçalves. Pois é, mais um termo que gera confusão. Afinal, o que a gente carrega debaixo do braço ou publica virtualmente em nossas “pages” tem acento? Tem “i”? Bom, ainda que o que interesse mesmo seja o conteúdo, vamos pesquisar e definir a forma. Segundo o dicionário publicitário online, a palavra significa: 1. Conjunto de marcas, produtos e serviços de uma empresa. 2. Conjunto das contas de uma agência, produtora, fornecedor ou profissional. 3. Conjunto dos títulos de uma editora e de programas de uma emissora de rádio e TV. No italiano moderno a palavra se tornou portafoglio e no inglês portfolio. É curioso o fato de em português utilizarmos portfólio ou portifólio ao invés de porta-fólio, que é o correto e o mais natural na latinização moderna da palavra. Enfim, a expressão portfólio é claramente ligada ao anglicismo, com o aportuguesamento caracterizado pela inclusão do acento na letra “o” pois se trata de uma paroxítona terminada em ditongo oral. Use portfolio e porta–fólio. Evite portfólio e portifólio O vocabulário da propaganda utilizado no Brasil é excessivamente influenciado pelas expressões inglesas, numa referência ao trabalho desenvolvido pelos norte–americanos na construção dos modelos e referências desta área. Assim, a palavra portifólio é usada - mas não conta nos dicionários Aurélio, Houaiss ou Michaelis, onde a grafia certa é “porta-fólio”. Esta, portanto, é a adequada quando se busca de uma identidade nacional para se utilizar o termo. “Portifólio” talvez seja usado por uma questão fonética, afinal soa bem estranho a pronúncia da alternativa portfólio com o “t” mudo. Mas não consta dos dicionários que citamos. Como se trata de uma palavra de utilização restrita no segmento artístico e de comunicação, é natural que se encontre uma ausência de conceituação até em dicionários renomados, prevalecendo a definição leiga que utiliza indiscriminadamente as duas formas: portfólio ou portifólio. Você pode usar “portfolio” e “porta-fólio” e deve evitar portifólio. Só não esqueça da qualidade do conteúdo."

  

No artigo Portfólio de avaliação do aluno: como desenvolvê-lo, da autora Otília Maria Barbosa Siffert, apresenta a seguinte afirmação acerca deste instrumento:

 

Um portifólio é muito mais que um arquivo cheio de coisas. É uma coleção sistemática e organizada de evidências usadas pelos docentes e alunos para acompanhar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo do aluno numa área específica”.

 

Visitando alguns ambientes virtuais de aprendizagem, é possível notar que a maioria possui a ferramenta portfólio. No entanto, apesar do uso da mesma nomenclatura, em cada espaço de aprendizagem, tal recurso é utilizado de maneira distinta.

 

Mas, qual seria a melhor forma de se utilizar o portfólio em EAD?

 


Olá! Sejam bem-vindas e bem-vindos!

Este Blog-atividade foi criado para discussão da Avaliação de Portfólios em EAD, da Disciplina Avaliação em EAD, constante do Mestrado em Tecnologias da Informação e da Comunicação para Formação em EAD, um convênio interinstitucional entre a Universidade Federal do Ceará e a Universidade do Norte do Paraná.

Caso possam, terei maior satisfação em ler seus comentários.

Jucineide


O PORTFÓLIO NA EDUCAÇÃO

O portfólio é entendido como a montagem de uma coleção de trabalhos/reflexões de um aluno com o intuito de demonstrar que nível este aluno alcançou ou sua evolução em um determinado período de tempo.

Portfólios são espaços de trabalho onde os estudantes coletam e organizam os objetos representativos dos conhecimentos adquiridos durante a elaboração de seus projetos, como documentos, diagramas, anotações, imagens.

Na Educação a Distância, portfólios seriam interessantes? Como? Há experiências positivas? É o que vamos buscar e aqui contar.

Abraços,                                      

Jucineide




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